E assim ela amanheceu sorrindo, não por ter tido sonhos românticos como sempre, mas por ter acreditado neles e agora eles faziam sentindo.
Ela descobriu o que era aquilo que lhe fazia acordar palpitante e porque descobriu, estava pronta pra encarar.
Ela se levantou da cama, apressada, passou o seu melhor perfume, vestiu sua melhor roupa mesmo sendo apenas mais uma segunda feira de trabalho ( para os outros, pra ela, a nova vida começava agora).
E ela quis sair linda, deslumbrante, quis atrair os olhares na rua, quis mexer com a cabeça dos homens. Decidiu que de agora pra frente ela seria sempre assim: dona de si e radiante.
Ao chegar no trabalho, seus colegas se surpreenderam, ela sempre era tão desajeitada, agora surge mulherão. Ela sorria deliciosamente e se divertia com tudo aquilo. Todos olhavam a nova mulher que acabava de nascer, uma mulher bonita, capaz de seduzir. Mas pra ela, era apenas uma nova mulher, com capacidade de amar, amar aos outros enlouquecidamente, mas se amar em primeiro lugar.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
O ritmo da chuva ♪
Olho para a chuva que não quer cessar
Nela vejo o meu amor
Esta chuva ingrata que não vai parar
Pra aliviar a minha dor
Eu sei que o meu amor pra muito longe foi
Numa chuva que caiu
Oh, gente! Por favor pra ela vá contar
Que o meu coração se partiu
Numa chuva que caiu
Oh, gente! Por favor pra ela vá contar
Que o meu coração se partiu
Chuva traga o meu benzinho
Pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim...
O ritmo dos pingos ao cair no chão
Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique a esperar em vão
Por ela que me faz chorar
Pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim...
O ritmo dos pingos ao cair no chão
Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique a esperar em vão
Por ela que me faz chorar
Oh, chuva traga o meu amor!
Chove, chuva traga o meu amor
Oh, chuva traga o meu amor!
Chove, chuva traga o meu amor...
.
Chove, chuva traga o meu amor
Oh, chuva traga o meu amor!
Chove, chuva traga o meu amor...
.
sábado, 6 de novembro de 2010
Sintoma: PAIXÃO
E os dois se encontravam a sós novamente, já havia bastante tempo desde a ultima vez...
Aquele quarto mal iluminado, a cama de solteiro antiga, o guarda-roupas que deveria ter 4 portas mas que só havia 3 e que tinha uma infinidade de adesivos dos Beatles. Uma cortina cor de vinho que deixava o quarto ainda mais escuro e um lençol antigo com bordados de flores. Sobre uma penteadeira havia maquiagens e revistas femininas contrastando com os livros de Direito Civil que estavam em cima da rack, cadernos com a capa rabiscada e alguns Cd's de pop rock. Definitivamente o quarto não parecia ser de uma mulher, era extramente desorganizado.
A mãe dela havia saido essa noite, dona Áurea sempre gostou de um samba no sábado, desde que superou a morte repentina do marido, ela saia pra um samba com as velhas amigas.
Em casa então, só estavam os dois, os vizinhos não o vira entrando, graças a Deus dessa vez ele escapou de ser denunciado por dona Margarida, a fofoqueira do bairro.
Entre beijos, abraços, respiração ofegante, havia também uma saudade expressa com o corpo, um toque mais suave. Um olhar lançado com ternura repentinamente, dessa vez deixaram o apelo sexual um pouco de lado. Não entendiam o porque daquela saudade tamanha. Desde o inicio o combinado era de que só seria sexo casual, coisa de momento. Então se pegavam ali, em silêncio, loucos pra dizer um ao outro o que estavam sentido, aquela sensação de leveza, como se estivessem flutuando. E havia algo gritando no peito.
Será que a brincadeira havia ficado séria demais? Ela se fazia essa pergunta amedrontada "e se ele ainda quiser apenas brincar?" ela não suportava imaginar que estava apaixonada, se encontrava preocupada em relação ao que ele poderia estar sentindo sobre ela.
Com ele acontecia o mesmo. Tinha medo de que ela tivesse outro em pensamento e que ele fosse apenas o prêmio de consolação.
Se encontravam ali, em um silêncio que parecia não ter fim. Insegurança, todo mundo sente isso algum dia.
Dona Áurea abriu o portão e ele se levantou ligeiro para se vestir. Quando finalmente estava indo pular a janela, olhou fixamente pra ela e disse "você pode nunca mais querer me ver, mas precisa saber que eu estou apaixonado por você". Ao ouvir aquilo ela sentiu-se tão completa que com um sorriso de orelha a orelha lhe disse "te espero amanhã, no mesmo horário, mas por favor, entre pela porta da frente".
Ele entendeu o recado e saiu contente, ela foi dormir nas estrelas.
Aquele quarto mal iluminado, a cama de solteiro antiga, o guarda-roupas que deveria ter 4 portas mas que só havia 3 e que tinha uma infinidade de adesivos dos Beatles. Uma cortina cor de vinho que deixava o quarto ainda mais escuro e um lençol antigo com bordados de flores. Sobre uma penteadeira havia maquiagens e revistas femininas contrastando com os livros de Direito Civil que estavam em cima da rack, cadernos com a capa rabiscada e alguns Cd's de pop rock. Definitivamente o quarto não parecia ser de uma mulher, era extramente desorganizado.
A mãe dela havia saido essa noite, dona Áurea sempre gostou de um samba no sábado, desde que superou a morte repentina do marido, ela saia pra um samba com as velhas amigas.
Em casa então, só estavam os dois, os vizinhos não o vira entrando, graças a Deus dessa vez ele escapou de ser denunciado por dona Margarida, a fofoqueira do bairro.
Entre beijos, abraços, respiração ofegante, havia também uma saudade expressa com o corpo, um toque mais suave. Um olhar lançado com ternura repentinamente, dessa vez deixaram o apelo sexual um pouco de lado. Não entendiam o porque daquela saudade tamanha. Desde o inicio o combinado era de que só seria sexo casual, coisa de momento. Então se pegavam ali, em silêncio, loucos pra dizer um ao outro o que estavam sentido, aquela sensação de leveza, como se estivessem flutuando. E havia algo gritando no peito.
Será que a brincadeira havia ficado séria demais? Ela se fazia essa pergunta amedrontada "e se ele ainda quiser apenas brincar?" ela não suportava imaginar que estava apaixonada, se encontrava preocupada em relação ao que ele poderia estar sentindo sobre ela.
Com ele acontecia o mesmo. Tinha medo de que ela tivesse outro em pensamento e que ele fosse apenas o prêmio de consolação.
Se encontravam ali, em um silêncio que parecia não ter fim. Insegurança, todo mundo sente isso algum dia.
Dona Áurea abriu o portão e ele se levantou ligeiro para se vestir. Quando finalmente estava indo pular a janela, olhou fixamente pra ela e disse "você pode nunca mais querer me ver, mas precisa saber que eu estou apaixonado por você". Ao ouvir aquilo ela sentiu-se tão completa que com um sorriso de orelha a orelha lhe disse "te espero amanhã, no mesmo horário, mas por favor, entre pela porta da frente".
Ele entendeu o recado e saiu contente, ela foi dormir nas estrelas.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
No cobertor com alguém
"Ainda bemTodo mundo quer em dia de chuva ficar agarradinho com alguém debaixo das cobertas, vendo um filme, um seriado, comendo uma pipoca, dando risadas gostosas a dois. Sentindo-se completo enfim.
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar" ♫
Nem adianta dizer que não lhe bate esse desejo em dia de chuva, nem adianta... Olhar o vazio no lado da cama é insuportável, ri sozinha não é tão gostoso e só sonhar não nos satisfaz. Apesar que sonhar já é meio caminho andando, na maioria das vezes, rs.
Se você tem alguém especial ( e que more perto E se assim como eu, você não pode fazer tudo isso agora, alimente o desejo de fazer na primeira oportunidade que surgir, afinal, a vida é curta e passar esses momentos com quem mais gostamos é o que realmente vale a pena nesse curto espaço de viver intensamente.
"Entre tantos outros*Esse texto pode ser sem sentido pra todo mundo, menos pra mim ;*
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.♫"
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Iris, Goo Goo Dolls
Música linda, um pouco velhinha, mas que não sai da minha cabeça:
E eu desistiria da eternidade para te tocar
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o mais próximo do paraíso que jamais estarei
E eu não quero ir para casa agora
E tudo que posso sentir é este momento
E tudo que posso respirar é a sua vida
E mais cedo ou mais tarde se acaba
Eu só não quero ficar sem você essa noite ♫
domingo, 31 de outubro de 2010
Sobre o medo de perder
Eu nunca falo de mim na primeira pessoa nesse blog, até porque acho que é se expor demais e que há coisas que só precisam acontecer dentro de nós, ninguém mais precisa saber, é só nosso e ninguém pode nos roubar isso.
Mas é que uma coisa não sai da minha cabeça e eu preciso dividir.
Assim como todo mundo, eu tenho inúmeros defeitos e cometo muitos erros, ninguém acerta sempre, as vezes nem tentamos acertar...
Mas isso não faz com que a gente não mereça ser feliz, não nos torna menos dignos para a felicidade. O que temos que fazer é perder o medo da felicidade, ela assusta sim, me assusta várias vezes, mas eu quero me jogar e navegar por ela como se não houvesse nada além de felicidade e amor.
Um dia dessas, vi um folheto que tinha um casal estampado, pra vender roupas intimas, logo, estavam semi-nus, mas aquilo me pareceu tão real. É como se eu sentisse a pele dos dois se encostando, como se eles se amassem de verdade, como se fosse uma vida a dois e não apenas um comercial.
E me bateu uma aflição, um medo, uma vontade de valorizar o que eu tenho. E desde então, tenho sonhado em dormir agarradinho, daquele jeito que eu já dormi tantas vezes mas que talvez eu não tenha realmente valorizado, tenha simplesmente me acostumado e só.
Lembrei de uma frase que diz que só damos valor as coisas depois que as perdemos e eu não quero perder pra valorizar, quero ser feliz e amar a cada minuto, pra não me arrepender de absolutamente nada. A pior coisa é se arrepender de não ter arriscado ser feliz.
Percebi que a vida é realmente curta pra nos acomodarmos, brigarmos sempre, sermos frios. Vamos viver e vamos amar muito.
E é só.
Mas é que uma coisa não sai da minha cabeça e eu preciso dividir.
Assim como todo mundo, eu tenho inúmeros defeitos e cometo muitos erros, ninguém acerta sempre, as vezes nem tentamos acertar...
Mas isso não faz com que a gente não mereça ser feliz, não nos torna menos dignos para a felicidade. O que temos que fazer é perder o medo da felicidade, ela assusta sim, me assusta várias vezes, mas eu quero me jogar e navegar por ela como se não houvesse nada além de felicidade e amor.
Um dia dessas, vi um folheto que tinha um casal estampado, pra vender roupas intimas, logo, estavam semi-nus, mas aquilo me pareceu tão real. É como se eu sentisse a pele dos dois se encostando, como se eles se amassem de verdade, como se fosse uma vida a dois e não apenas um comercial.
E me bateu uma aflição, um medo, uma vontade de valorizar o que eu tenho. E desde então, tenho sonhado em dormir agarradinho, daquele jeito que eu já dormi tantas vezes mas que talvez eu não tenha realmente valorizado, tenha simplesmente me acostumado e só.
Lembrei de uma frase que diz que só damos valor as coisas depois que as perdemos e eu não quero perder pra valorizar, quero ser feliz e amar a cada minuto, pra não me arrepender de absolutamente nada. A pior coisa é se arrepender de não ter arriscado ser feliz.
Percebi que a vida é realmente curta pra nos acomodarmos, brigarmos sempre, sermos frios. Vamos viver e vamos amar muito.
E é só.
As várias faces do amor
Amo-te com graça, lisonjeio, ternura, calma, sensualidade, mas também amo-te com fome, fúria.Faço de ti o pão e a penúria.
Quando lhe amo com calma, me perco em teus braços, acho graça das nuvens e do nada, sinto saudades do infinito, do nosso infinito particular.
É esse amor que me molha os lábios enquanto enche o meu peito de força, que me faz seguir andando quando você não está, quando perco o meu rumo, tropeço em meus erros, sofro, choro, mesmo se for de saudades daquela ausencia consentida.
E quando eu te amo com ciúmes, não lhe deixo escapar entre os meus dedos. Eu posso zombar dos carentes porque eu lhe tenho e a ti eu pertenço.
E que morram de inveja aqueles que não te tem, porque você é apenas meu, meu ser, minha vida, meu dia.
Amo-te assim, porque não sei amar simpleste de uma só forma.
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