Rascunho

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E assim ela amanheceu sorrindo, não por ter tido sonhos românticos como sempre, mas por ter acreditado neles e agora eles faziam sentindo.
Ela descobriu o que era aquilo que lhe fazia acordar palpitante e porque descobriu, estava pronta pra encarar.
Ela se levantou da cama, apressada, passou o seu melhor perfume, vestiu sua melhor roupa mesmo sendo apenas mais uma segunda feira de trabalho ( para os outros, pra ela, a nova vida começava agora).
E ela quis sair linda, deslumbrante, quis atrair os olhares na rua, quis mexer com a cabeça dos homens. Decidiu que de agora pra frente ela seria sempre assim: dona de si e radiante.
Ao chegar no trabalho, seus colegas se surpreenderam, ela sempre era tão desajeitada, agora surge mulherão. Ela sorria deliciosamente e se divertia com tudo aquilo. Todos olhavam a nova mulher que acabava de nascer, uma mulher bonita, capaz de seduzir. Mas pra ela, era apenas uma nova mulher, com capacidade de amar, amar aos outros enlouquecidamente, mas se amar em primeiro lugar.